MONO


Mono é uma série infinita de imagens únicas que evidenciam uma teia de contradições: o que aparenta ser fruto de um gesto livre e expressivo é na realidade uma impressão criada através de um algorítmo.

Um osciloscópio digital recebe sons criados aleatoriamente e gera imagens, frames de uma representação visual do áudio. Ao tentar calcular o movimento entre esses diferentes frames o computador falha e esses glitches são as manchas que parecem borrões gestuais.

Este projeto é o desenvolvimento da pesquisa iniciada em um vídeo com o mesmo nome.

SILÊNCIO NÃO É PAUSA


Vídeo

Neste vídeo vê-se um metrônomo que tem seu áudio captado por um microfone e bate em sincronia com a gravação original da canção Para Ver as Meninas, interpretada por Paulinho da Viola, que toca ao fundo.

Após o verso hoje eu quero apenas uma pausa de mil compassos o playback da música é interrompido, restando apenas a batida do metrônomo. Mil compassos depois, a música retorna e segue até seu fim.

YESTERDAY


Vídeo

Uma instalação sonora composta por apenas uma caixa de som que toca a música Yesterday dos Beatles em velocidade extremamente reduzida, de modo que ela dure exatamente 24h.

Tocando de forma ininterrupta, à meia-noite a música termina e volta a tocar do começo, mesmo se o espaço estiver fechado. 

TEMPESTADE


Vídeo

Após um processo de convivência em encontros semanais ao longo de um ano com os artistas Victor Leguy, JP Accacio, DuoB e a curadora Ananda Carvalho, construimos de forma coletiva uma instalação multimídia imersiva tomando como ponto de partida provocações geradas pelo trabalho de William Turner.

O projeto site specific final tornou-se uma reflexão sobre o próprio processo ao colocar em seu centro um vídeo construído a partir de registros dos próprios encontros, controlado de maneira generativa por um software e exibido em todo o espaço em diversas camadas, ao lado de espelhos retorcidos, desenhos riscados em acrílico e uma trilha sonora espacializada.